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[Semana 2 Reflexão] Como Você Facilita Projetos?


#41

Sim, mas em projetos de pesquisa. Projetos de pesquisa acadêmicos, na maioria das vezes têm um perfil tradicional, no Brasil, pelo menos; muitas normas, modelos que às vezes nem ajudam. Inovar é um dos desafios, eu penso. Uma questão que tenho também é como empreender por meio dos projetos desenvolvidos? A interdisciplinaridade de diversas áreas entraria aqui para dar suporte em áreas de finanças, avaliação e impacto de melhoras, gestão da qualidade, a questão das patentes, autorias, etc. Não falo no perfil Educação Básica, quando estas ações e práticas podem começar aí e caminharem ao longo da vida escolar e acadêmica para desenvolvimento de muitas habilidades importantes, mas já no nível de projetos profissionais para empreender.


#42

Já auxiliei como professor parceiro. Como trabalho no laboratório de informática sempre acabo auxiliando de alguma maneira, através da tecnologia com os recursos tecnológicos, colaborando de alguma forma. Para mim o desafio do trabalho com projetos é a questão de manter identidade, pois, o projeto tem que partir de uma necessidade, solucionar um problema,contribuindo para uma mudança na realidade que o projeto pretende contribuir.


#43

Sim. Já ajudei estudantes a desenvolverem projetos.
Há vários desafios, desde os estudantes quererem tudo de mão beijada, até não aceitarem a orientação.
Acho que há dois principais desafios: um é que o projeto seja significativo pra eles. O outro é conduzir o projeto de forma a cumprir seus prazos.
Pra resolver o desafio da “signficância” a estratégia que utilizo é procurar envolver os estudantes na definição do projeto. Já para o desafio dos prazos procuro acompanhar de perto o projeto e definir várias datas de entrega intermediárias.
Entendo que o objetivo da abordagem baseada em projetos é o aprendizado, mas não sei bem como trabalhar a frustração dos estudantes quando eles não conseguem atingir o objetivo do projeto deles.
Por exemplo, se o objetivo for construir um protótipo e o protótipo não funciona. Eles podem ter aprendido muito durante o processo, mas ficam frustados por não terem conseguido alcançar o objetivo do projeto.
Como trabalhar essa questão?


#44

@ramonriserio esses são meus questionamentos também.


#45

Trabalho com projetos de construção de coisas em madeira.
São oficinas para crianças adultos onde desenvolvemos ideias em conjunto ou executamos uma que eu já tenha preparado. Prefiro quando são os do primeiro tipo. Antes de construir conversamos (muito) e fechamos um objetivo desenhando e descrevendo o projeto no papel. caixa de “toquinhos” de madeira escolhe se e com ferramentas tentamos aproximar ao máximo do projeto desenhado, É a etapa onde estão a minhas maiores interferências pois é uma etapa muito técnica - uso de ferramentas-, e encerramos decorando e brincando com o objeto construido.
Procuro controlar somente para que não se tenha excesso de ideias e caminhos modificações são bem vindas e uma coisa muito preciosa que aprendi é não perguntar o porquê das modificações mas apenas ajudar a implementar. Me alegra muito saber que dentro de uma espiral de aprendizagem criativa a liberdade das ações e não as justificativas são essenciais.


#46

Tenho usado design thinking na formação de professores e no desenvolvimento de projetos, tem se mostrado bastante rico e prazeiroro.


#47

Olá! Já orientei alguns trabalhos de conclusão de curso da Licenciatura em Matemática e por isso já ajudei muito deles a desenvolver projetos! Para mim, o maior desafio é elaborar uma estratégia de escrita do projeto e para ajudá-los normalmente peço para eles criarem esquemas para organizarem suas ideias.
Minha pergunta sobre a aprendizagem de projetos seria: Como enxergar a matemática nos projetos? É claro que a matemática está em tudo, e muita matemática podemos aprender em projetoes… mas existem alguns conteúdos que fica mais difícil a gente pensar num projeto, como números complexos, polinomios, etc.


#48

Já desenvolvi projetos como ajudo professores e alunos a desenvolverem projetos em minhas aulas de informática Educativa.
O maior desafio que acho é não perder o foco nos objetivos e respeitar a opinião da pessoa que vc está trabalhando e ser respeitado para entrar em comum acordo.
As estratégias que uso para resolver os desafios é elaborar o projeto com Nome,objetivos, estratégias, materiais, fontes de pesquisa, materiais em libras, desenvolvimento e avaliação, sem medo de ir reavaliando durante o processo para ver o que está dando certo e o que precisa ser mudado.
Meus alunos são Surdos e muitos com outras deficiências além da surdez. Tenho que elaborar um projeto de acordo com cada especificidade dos meus alunos ou só fazer mais adaptações no mesmo projeto?


#49

Olá,
Eu já trabalhei com projetos e também orientei outras pessoas a desenvolver projetos.
Os maiores desafios que encontrei para implementação de um dos meus projetos, foi a arrecadação de recursos financeiros. A temática foi: a propriedade rural que queremos! Para resolver questão financeira busquei parcerias. A execução e apresentação do projeto foi um sucesso!
Mesmo pensando e planejando projetos de baixo custo (ele existe) fica um complicador na execução.
Como encaixar uma aprendizagem por projetos em uma escola com horários, espaços e uma matriz curricular baseados em conteúdos isolados?
Uma solução para os recursos financeiros para a execução de projetos em nossas escolas públicas é uma solução. Porém chega um momento que os parceiros esgotam. Como obter os recurso financeiros da mantenedora?


#50

Olá!
Elaborar projetos para o público do qual você leciona é um desafio!
Sei que você deve ter uma infinidade de sites que pode te ajudar em algumas situações.
Eu participei de uma oficina com o O DIVERSA é uma iniciativa do Instituto Rodrigo Mendes, em parceria com o Ministério da Educação e diferentes organizações comprometidas com o
tema da equidade.

Você pode acessar o link:

Para a produção de material pedagógico podemos utilizar “Desenho Universal”.
http://diversa.org.br/?s=desenho+universal+


#51

@Graca
Olá, obrigada pela indicação do design thinking, vou aprender a usá-lo, gostei já no primeiro instante do design.


#52

Olá Murilo!!

Suas dúvidas também são minhas! Quando penso em propor um tema ou objetivo relevante para os estudantes, procuro me atentar para o contexto onde vivem, procurar notícias recentes sobre o assunto, questões polêmicas relacionadas a ele. Acredito que é importante sim eles trabalharem com projetos de intervenção social e não vejo como forçação de barra. Esses dias li um artigo muito legal que falava da experiência de um professor em criar uma sala de aula inovadora - “What is an Innovation Class…and Why Do You Need One?” (https://www.cultofpedagogy.com/innovation-class/). E nesse artigo os projetos desenvolvidos pelos estudantes deveriam atender a 3 requisitos estipulados pelo professor: 1. Você é apaixonado por esse assunto? 2. Que habilidades você irá adquirir ou melhorar durante o desenvolvimento desse projeto? 3. Quem o projeto beneficia além de você? Gostei muito dessa abordagem.

Também acredito que a solução seja focar no desenvolvimento de habilidades. A BNCC traz isso muito bem no texto de fundamentação teórica, mas quando chegamos nas tabelas onde os objetos de conhecimento estão organizados, parece que há uma ruptura, uma desconexão com a fundamentação e uma aleatoriedade na escolha e determinação do que é trabalhado em cada ano. Eu não consegui enxergar nem entender muito bem a intencionalidade daquela organização.

Sobre a sua dúvida do quanto é prejudicial um tema ser sugerido pelo professor, também estou nela. A minha maior dificuldade durante o curso foi a liberdade de escolha que ele explora. Pensando que temos uma parte legal a ser cumprida nas escolas (pelo menos na minha realidade, que trabalho em escolas públicas municipais), como trabalhar essa liberdade proposta pela Aprendizagem Criativa? Será que ao propormos os temas estaríamos fugindo da proposta desse modelo? Mesmas dúvidas hehe =D


#53

Sim, projetos são minha paixão. E os desafios que encontrei em contato com outras pessoas, é a forma como cada pessoa escreve e projeta tudo pensando em suas preferencias, experiencias, e situações. E na idealização ou realização de um projeto teremos sempre que envolver outras pessoas, e respeitar os sonhos, limites, preferencias e experiencias destas pessoas.
E este exercício começa, quando escrevemos um projeto. Precisamos pensar se está claro o texto, se comunica exatamente o que pretendo executar, e alcançar. E para estar claro para outras pessoas, preciso impreterivelmente saber como o outro pensa, sente, age e fala.


#54

Sim, como professora de TCC acabo sendo uma gerente de projetos, sendo eles de diversas naturezas e para diversas finalidades. Desde estudo de caso, pesquisa aplicada, até protótipos de dispositivos computacionais ou mecânicos, por exemplo. Para mim a aprendizagem por projetos é uma forma de aplicar os conhecimentos adquiridos ao longo de uma disciplina, ou mesmo de um curso todo, para a criação de algo que consolide o aprendizado. Minha formação em MBA em gestão de projetos, me auxilia nas questões orgânicas de um projeto, porém sempre existem variáveis que se apresentam no desenvolvimento, mesmo realizando um bom planejamento.

Meu maior desafio é fazer com que os alunos sejam capazes de se desenvolverem sozinhos seus projetos sem muita interferência, dentro do tempo proposto para desenvolve-los. Minhas estratégia é propor ao aluno, logo no início do planejamento do trabalho, a meditação se o grau de dificuldade e o tempo de execução do projeto/trabalho proposto estão adequados com o tempo disponível dele para tal atividade, como sendo curso superior a grande maioria dos alunos trabalham durante o dia e precisam conciliar o tempo do desenvolvimento do TCC com suas demais atividades cotidianas.

Minha dúvida seria, nesse caso, qual o nível de interferência que o professor pode ter? Até onde posso ajudar sem interferir, ou se não ajudo posso estar sendo omissa.


#55

Em minha carreira docente no Ensino Fundamental e no trabalho como Coordenadora já participei de muitos projetos educacionais: interdisciplinares, multidisciplinares, disciplinares, de autoria dos alunos, encaminhados por tutores, enfim em várias situações e contextos diferentes.

O maior desafio que sempre encontro para trabalhar com a aprendizagem baseada em projetos é me deparar com diferentes concepções do que seja um projeto, do que é ensino e do que é aprendizagem e de como se ensina e como se aprende .

Uso como estratégia inicial levantar em grupo o conhecimento prévio e experiências de cada um com projetos, levar algumas leituras para serem discutidas no grupo, buscando ter clareza do quê e do como iremos trabalhar e onde queremos chegar.

Em minha experiência atual relacionamos algumas premissas para a aprendizagem por projetos:

*os projetos são uma atividade intencional; * a responsabilidade e autonomia dos aluno são essenciais; *a autenticidade é uma característica fundamental; *envolvem complexidade e resolução de problemas; * percorrem várias fases (problematização, desenvolvimento e síntese/ produto final)


#56

Sim, trabalho com jovens e nossa missão é que eles desenvolvam projetos de seu interesse. É muito desafiador, tem que saber lidar com os imprevistos, saber aproveitá-lo como aprendizado. Uma das estratégias para resolver os desafios, é pedir apoio aos colegas, buscar soluções dentro dos grupos dos alunos. Tenho uma necessidade de atentar mais para conteúdos que não gostaria que passassem desapercebido. Daí vem a pergunta como estar atento para todas as possibilidades de conteúdos, quando desenvolvemos projetos de aprendizagem? Em muitos casos depois que o projeto está realizado, penso que “explorei” poucos os conteúdos ali envolvidos.


#57

O processo foi bem delineado passo a passo. com clareza e objetividade. obrigada pela contribuição.


#58

Sim, já ajudei. o maior desafio é não projetar suas ideias no projeto de alguém. Para sanar isso, tem que entender bem a ideia do outro e juntos achar uma solução em cumprir os objetivos do projeto, para que este no final não acabe sendo algo apenas do seu agrado. Afinal, é algo que pode ser trabalhado de forma cooperativa, colaborativa.


#59

Antes eu considerava que o maior problema da maioria dos projetos era a falta de contato com a realidade. Há muito devaneio envolvido na primeira fase. Depois, passei a acreditar que o maior problema era de motivar as pessoas e mante-las produzindo em torno do projeto. Afinal, pessoas criativas podem ter o “defeitinho” de não se prenderem a um projeto só por vez, e aquele que estiver num dado momento proporcionando um efeito de recompensa maior acaba removendo a prioridade de um outro que estiver passando por uma fase mais naturalmente mais difícil.

Finalmente, me deparei com a confecção de projetos que incluem pessoas que estavam ali de maneira artificial, não se identificam, não se interessam, não tem o preparo, etc.

No final das contas, a maior dificuldade de um projeto está nas pessoas, o que só se resolve com líderes muito consistentes, auto-motivados, com foco total no resultado que o projeto visa. Assim, em síntese, Facilitar projetos é fazer com que seus projetistas acertem suas habilidades de liderança.


#60

Karen , considero como você que pensar e projetar propostas interdisciplinares é bem desafiador. Outro ponto que também assinalo é fazer questões problematizadoras para os recortes de temáticas que se quer investigar.