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[Semana 2 Reflexão] Como Você Facilita Projetos?


#21

Olá, boa noite!
Eu oriento projetos de Iniciação Científica Júnior no Ensino Fundamental II e no Ensino Médio. São muitos desafios, como acesso à equipamentos e instrumentos de coletas de dados muito específicos para os diferentes tipos de pesquisa; delimitação dos problemas de pesquisa; disponibilidade para orientar todos os estudantes… Para resolver alguns problemas, busco parcerias com universidades e centros de pesquisa; compartilho pastas na nuvem com os estudantes; organizamos reuniões de orientação por grupos e criamos grupos específicos no whatsapp.
Uma questão, seria quais são as aproximações e diferenças entre PBL e Inquiry Based Science Learning? O PBL também é mais próximo das disciplinas de Ciências da Natureza? O problema sempre parte dos estudantes? Ou, educadores podem propor um problema, inclusive interdisciplinar, baseado nos princípios do PBL?
Abraços!


#22

Sim, costumo facilitar (ou mediar, como empregamos na PUCSP) o desenvolvimento de projetos.
Atualmente, entendo que a cocriação é um bom desafio.

Uma das maiores dificuldades que tenho enfrentado nesse processo de mediação é em relação ao entendimento pelos docentes que o projeto nasce de e em um contexto, que não precisa ser artificial ou o projeto “do professor”, mas o projeto construído pelos alunos, num processo de levantamento da realidade e a proposição de intervenções.

A mediação de jovens, na minha vivencia, é uma delicia, e igualmente trabalhosa, mas vale a pena. Conferir autonomia e dar voz aos alunos é surpreendente.

Estou conhecendo a espiral da aprendizagem criativa e gostaria de trocar com vocês sobre a reflexão.


#23

O meu dia a dia é esse: como professor de gerenciamento de projetos e empreendedorismo, minha missão é ajudar os alunos a desenvolver projetos significativos e reais, para vivenciar, de verdade, esses conceitos. Eu atuo mais como provocador, crítico, fazendo com que eles vejam o que pode ser melhorado e outros caminhos que podem ser trilhados. A experiência tem sido ótima em ambas as disciplinas.
O grande desafio seria integrar com outras disciplinas, mas isto não é algo nada simples.


#24

OI Aline! Bom te ver aqui! Sabe que estou aqui a busca das mesmas aproximações e diferenças, entre PBL e IBSL? Bjo!


#25

Eu já ajudei professores na utilização das tecnologias nos seus projetos de pesquisa. O desafio mais que eu encontrei foi com o uso pedagógico dos recursos tecnológicos. Como estratégias usei a reflexão de como os tais recursos podem agregar valor ao ensino aprendizado.


#26

No dia a dia da escola já lancei muitos projetos que desenvolvi conjuntamente com os meus alunos. Um projeto parte sempre de uma ideia/objetivo que partilho com os alunos, estimulando de seguida o seu pensamento criativo colocando questão sobre questão até se conseguir planeamento suficiente para se começar a concretizar. Os maiores problemas que já tive foram: 1 - pensar que o planeamento deve ser definitivo e não há necessidade de o adaptar às circunstancias e problemas que vão surgindo; 2 - alguns alunos começarem a desenvolver um projeto sobre o qual nada pensaram; 3 - Não conseguir criar situações que mantenham os alunos agarrados ao projeto. Ultimamente tenho tentado ultrapassar aquelas situações , propondo problemas que os alunos sintam como fazendo parte do seu mundo (social, familiar, geracional, tecnológico, etc.) e tentar perceber qual é o ponto em que cada grupo de alunos está pronto para desenvolver o projeto planeado, não deixando de levar, ao longo do desenvolvimento, os alunos a pensar sobre o que realizaram e a encontrar novos caminhos para problemas que surjam.
Penso que a abordagem da aprendizagem baseada em projetos responde às necessidades de desenvolvimento do espírito crítico e de competências necessárias no mundo atual. Este mundo já está cheio de máquinas, precisamos de homens e mulheres!


#27

Olá pessoal

É uma prática muito comum ajudar outras pessoas em seus projetos, seja na parceria com os professores, mediação com alunos do fundamental, projetos e artigos de alunos da tutoria, orientação acadêmica ou até projetos pessoais (casamento, aniversários e outros). Como disse bem o @olavo, o maior desafio é garantir a orientação sem prejudicar a identidade, acredito que a palavra que melhor representa este desafio é a mediação.
Inspirar, facilitar, orientar, mediar, contribuindo para a construção do conhecimento, promovendo o protagonismo e garantindo a autoria.

Abraços
Verônica


#28

Sim, já ajudei em feiras de Ciências, orientação de estudantes em um grupo de protagonismo juvenil, em um grupo de robótica e durante a reestruturação de um museu de geociências.

Os desafios são: escolher problemas significativos, com contribuição social, encontrar boas perguntas, manter o foco no objetivo a ser atingido e estabelecimento de estratégias para atingir aos objetivos.

Sempre que estive envolvida com a condução de projetos em diferentes equipes, estimulava ao máximo o pensamento criativo, lançando perguntas e desafios que motivassem os integrantes a encontrar diferentes soluções e meios de procurar essas soluções, quaisquer que fossem.

Sobre as perguntas:

  1. É possível conciliar o trabalho por projetos com um currículo fechado, como a BNCC que está para ser implementada a nível nacional?

  2. Atualmente existe uma grande preocupação com o desempenho dos estudantes nas avaliações em larga escala, como provinha Brasil, Prova Brasil, avaliação do Novo Mais Educação, o que faz com que seja muito grande o enfoque em língua portuguesa e matemática em detrimento de outros componentes curriculares, como geografia, história e ciências. Como trabalhar uma aprendizagem baseada em projetos nesse contexto?

Muitos desafios!! :relaxed:


#29

Gostei muito do seu comentário. Ele vai ao encontro do tenho vivenciado hoje em dia.
Aproveito para perguntar como você ajuda os estudantes a encontrar um tema ou objetivo? Como fazer os estudantes perceberem um problema real e relevante? Porque, afinal, gostaria muito que eles trabalhassem com projetos de intervenção social. Ou será que esse meu desejo é uma “forçação de barra” E que o importante é desenvolverem projetos independente de ser um problema relevante socialmente?

Quanto a sua preocupação de relacionar o trabalho por projeto com o currículo ou a BNCC, eu acho que a solução para isso é ter um currículo baseado em competências e habilidades. Que é o que a BNCC já traz. Pelo menos na minha área, que é ciências, eu me sinto confortável em usar a BNCC. Consigo ver a utilização da BNCC como algo bastante útil para o meu trabalho. A única ressalva é que talvez alguns projetos tenham que partir de um tema problema sugerido por mim, para que eu possa abarcar o que a BNCC propõe. Mas isso me gera uma outra dúvida, o quanto é prejudicial trabalhar um tema sugerido pelo professor? Desde que seja um tema que foi contextualizado gerando interesse nos estudantes. Isso é muito prejudicial? Os temas precisam vir obrigatoriamente dos estudantes? Ou propor temas faz parte do jogo?


#30

Antonio, lendo seu comentário fiquei pensando é curioso. Os temas dos projetos são sugeridos por você? Porque fico nessa dúvida de o quanto deve ser a nossa intervenção na definição do tema? Isso deve vir genuinamente do estudante? Com a justificativa de que isso geraria um maior engajamento.

Ou o professor pode interferir sem causar prejuízo no desenvolvimento do Projeto?


#31

Graça como se dá esse processo de cocriação do Projeto com o estudante? Você faz perguntas diretas do tipo “qual problema vocês querem resolver?” Ou você faz alguma atividade que gera a percepção de algum problema a ser resolvido?


#32

Bem, trabalho em uma escola e tento desenvolver projetos onde as crianças aprendam brincando.
Do berçário ao 5o ano utilizamos o LEGO e a informática educativa. A partir do 6o até o 9o estamos tentando utilizar Arduino e Scratch. Mais alguém do grupo utiliza? Adoraria trocar experiÊncias…


#33

Eu já ajudei muitas pessoas a desenvolverem projetos, especialmente na área de informática na educação.

O que mais me faz acreditar que os projetos tenham sucesso ou que as pessoas atinjam seus objetivos por meio dos projetos é o fato de que cada um precisa ser autor/ protagonista do seu projeto. Ou seja, precisa criar cada etapa para se sentir motivado a melhorá-lo e a resolvê-lo.

Já trabalhei com pessoas que implementaram projetos de outros e a paixão não era a mesma, parece que queriam apenas cumprir tarefas. Agora, quando você planeja cada etapa, aplica/ implementa, avalia e percebe o impacto que aquele projeto teve, aí sim consegue compreender a essência da dinâmica dos projetos. Tem um misto de paixão e satisfação envolvida.


#34

Amooooo ideias novas! Os professores pedem ajudar de como a tecnologia pode contribuir nos projetos que desejam realizar com os alunos. É fantástico ver o desempenho dos envolvidos e a satisfação quando o projeto está concluído. No final, os pais são convidados a virem ao Colégio prestigiarem.


#35

Olá. O desenvolvimento de projetos , neste caso, é um processo. A pegada do Projeto tem início com um diagnóstico da realidade dos alunos. Assim, á definição do Projeto em si começa por aí. Alguns fazem entrevistas, outros observação ou mesmo buscas sobre o tema na internet.

O segundo passo e identificar nos dados colhidos o que emerge. Definição do problema. Mais especifico.

Em seguida o aprofundamento da pesquisa.

Participação

Análise e melhorias

Implantação.

Bjs


#36

Já sim! Acredito que muitas pessoas!
Acho que o maior desafio é pensar de forma interdisciplinar e também pensar que podemos inverter os papeis e apoiar os alunos no desenvolvimento dos projetos deles!
Acredito que uma das estratégias é planejar e estar aberto para replanejar as ações de acordo com os resultados que vamos obtendo! Assim é possível pensar, também fora da caixa, e propor novas soluções!
=]
Karen Andrade


#37

Pra mim o maior desafio quando atuo orientando projetos é elencar as questões que nortearão as ações de quem vai executar. Afinal é a partir dos questionamentos que vamos definir todo o escopo da atividade…e ainda fazer com que tudo seja estruturado em conjunto. Enquanto atuo como professor tenho que ter minha contribuição…e ela geralmente se reflete nas questões que escolho para “jogar” aos alunos e, a partir daí, ver o que eles fazem com elas (às vezes eles só rebatem…e eu devolvo novamente :grinning: ).

A grande dificuldade é que em algumas situações eu tenho que elaborar uma questão norteadora que atenda a um problema específico que surge de momento, sem eu esperar. Mas isso faz parte do processo…e quanto mais a gente faz, mais vai ganhando confiança.


#38

Na maioria dos casos, atendendo ao tipo de alunos que tenho e das disciplinas que leciono, eu sugiro o tema. Por exemplo, se estiver a lecionar Tecnologias de Informação e Comunicação (disciplina de âmbito geral), deixo aos alunos a escolha do tema, condicionando apenas a(s) área(s) de interesse (problemas identificados na comunidade, saúde nos jovens, etc.). No entanto, nas áreas técnicas ( o mais frequente) condiciono às temáticas que se estão a tratar.


#39

Como professora orientadora de informática educativa desenvolvi projetos com professores e alunos do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental, projetos que utilizavam a tecnologia como uma ferramenta.Foram projetos que os alunos desenvolviam em dupla ou em grupo, como a elaboração de Fotonovela, Radionovela, Scratch e Robótica.
O grande desafio é motivar e envolver tanto os alunos como os professores na temática, sempre dialoguei explicando o objetivo do projeto e o produto final que deveria ser apresentado,com os alunos do 1º ao 4º utilizava muito do lúdico e dos exemplos concretos.
Também salientava que estávamos ali para aprender, que poderíamos errar, que com o erro podemos aprender também.
Uma estratégia utilizada com todas as turmas é apresentação do projeto finalizado para os colegas, percebi que com essa apresentação acontecia maior interesse para o desenvolvimento do projeto e enriquecia a criação do próximo desafio.

Abraços,
Cristina


#40

Sim sou facilitadora de projetos na escola em que trabalho, atualmente montamos um clube de robótica, na verdade tem este nome mas fazemos de tudo.
Tinhamos um tema e todos os alunos seguiam o mesmo projeto, mas em um determinado momento resolvemos que cada grupo iria fazer um projeto. Mas não deu certo, pois os alunos travavam nos seus projetos e como eram muitos eu não conseguia ajudá-los individualmente, então logo eles também desanimavam. Tivemos que voltar a fazer projetos em grupo, mas pelos textos da semana “Passion” percebo o quanto é importante dar autonomia aos alunos, mas não sei como.