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[Semana 2 Reflexão] Como Você Facilita Projetos?


#1

Você já ajudou outras pessoas a desenvolver projetos? Quais os maiores desafios que você encontrou? Que estratégias você usou para resolver esses desafios? Que perguntas você tem com relação a abordagem da aprendizagem baseada em projetos?

Adoraríamos ouvir as sua opinião!


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[Week 2 Reflection] How do you Facilitate Projects?
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#5

Sim, eu ajudei várias pessoas a desenvolverem os seus projetos, desde alunos do 4o ano até TCCs. O desafio é a condução, orientação, sem fazer com que a essência do projeto autoral acabe se tornando o nosso projeto. Muitas vezes por causa dos prazos somos obrigados a apresentar as nossas soluções e não a solução desenvolvida a partir da ideia do autor. Além disso surge a vontade, o comichão, que dá em você mesmo colocar a mão na massa.
A estratégia nos projetos normalmente é apresentar, ou entender, o problema e caso não seja algo inédito mostrar soluções (não apenas uma) de outros projetos parecidos. Caso seja inédito então usar a experiência para encaminhar para uma solução.
O problema para mim é situar o limite entre ajudar e dar autonomia no desenvolvimento de um projeto.


#6

Já desenvolvi projetos, assim como ajudei vários professores do ensino fundamental I a desenvolver seus projetos. Como estou no laboratório de informática, acabo participando de quase todos os projetos da escola. Os maiores desafios, ao meu ver, na execução de um projeto é a pessoa ter clareza dos objetivos, por que querem esses objetivos e o que pretendem com esses objetivos, além do planejamento e a aceitação de parcerias. Busco sempre refletir a respeito de tudo que pode acontercer durante o projeto, estabelecer etapas e incentivar os envolvidos a buscarem parceriais, pois assim o trabalho será enriquecido. A clareza do que se pretende é essencial, além do embasamento teórico para que não se torne um projeto raso. Adoro quando assuntos ou situações inesperadas aparecem durante o projeto, isso significa que fomos além e, assim, podemos aprimorar todo o trabalho.


#7

Muito legal seu comentário Olavo…
Tbm sofro do mesmo probleminha que vc…kkkk


#8

Sim, já ajudei várias pessoas a desenvolverem projetos ao longo de toda minha carreira profissional tanto na área de telecomunicações quanto na educação no ensino superior e agora no ensino fundamental I.
Os maiores desafios encontrados atualmente é obter das equipes envolvidas o real entendimento das propostas e das alternativas tecnológicas que tenho apresentado como facilitadoras para o ensino-aprendizagem das diferentes turmas existentes. Vários desafios ainda transcorrem e para resolvê-los tenho buscado apresentar demonstrações do uso das ferramentas propostas, suas aplicações e as formas adequadas de envolver nossos alunos com a percepção das possíveis conquistas em seus aprendizados.
Recentemente, trabalhei com várias turmas do 5º Ano do ensino fundamental I uma maneira de construir games pedagógicos, onde os próprios alunos escolheram as questões norteadoras para o desenvolvimento dos seus projetos de criação dos games e houve grande envolvimento de todos alunos. Com essa atitude foi possível conquistar também a aceitação de uma das professoras titular que antes desse projeto era muito resistente ao uso de tecnologias educacionais em sala de aula.
Eu acredito na abordagem da aprendizagem baseada em projetos, principalmente nos elementos que fundamentam a possibilidade do desenvolvimento das competências do século XXI, na resolução de problemas, trabalhar em equipe, colaboração, raciocínio lógico, fazer uso da criatividade, dentre outros.


#9

Ao longo da minha trajetória profissional, tenho participado ativamente de de inúmeros projetos de educação em (praticamente) todos os níveis - infantil, fundamental, superior e pós graduação.
Trabalhei como consultor de projetos educacionais do World Bank Institute (2000) e trabalhei por 10 anos como coordenador de projetos de educação científica em um instituto de pesquisa.
Minha experiência mostra que a rede de apoio para construção da ideia do projeto e sua execução e acompanhamento constitui o principal fator para o sucesso de um projeto em educação.
Chamo de rede de apoio as intervenções necessárias para a concepção e planejamento do projeto, suporte para realização e acompanhamento. Não se faz educação sozinho. Não se desenvolve projetos em educação sozinho. São necessárias pessoas que possam apoiar essas iniciativas.


#10

Sim, já orientei e fui orientada também. Atualmente esse é meu trabalho orientar professores em seus projetos.
Penso que são muitos os desafios desde ter claro a proposta, metas e objetivos, como também encontrar tempo para planejar.
Tento orientar e encaminhar a conversa para a construção do pensamento e desejo do criador do projeto, mostrando caminhos ou soluções diversificadas. Gosto de escutar e acompanhar a implementação, assim vamos juntos identificando novos desafios e ajustando conforme o envolvimento de todos, entender que tudo é vivo.
Outro desafio é comprender que o processo de construção faz parte e que pode ser apresentado como resultado, pois nem sempre chega-se a um produto finalizado. Entender que podemos inovar e reconstruir a partir das tentativas.


#11

Ainda não concretizei este desenvolvimento de projetos, conheço mas ainda não o fiz na escola onde trabalho. Geralmente os professores já vem com o projeto estruturado, e auxilio em alguns aspectos, sempre tentando atrelar aos assuntos voltados à Educação Tecnológica, Robótica e Informática Educativa. Este ano, no segundo semestre, a escola onde trabalho tornou-se de educação integral, onde os alunos participam de variados projetos…está tudo ainda muito novo, quem sabe em 2018?


#12

Eu facilito alguns projetos, principalmente dos meus próprios alunos.
O grande desafio é dar direcionamento e foco. É curioso mas muitas vezes não temos ideia de por onde começar ou quais seriam os passos para executar o projeto.
Eu sempre procuro interferir pouco ou quase nada, fico mais instigando com perguntas e tentando fazer o aluno pensar em qual seria o próximo passo.

Mas confesso que coordenar projetos é algo que me aflige, eu sempre fico em dúvida se estou seguindo um caminho correto, se não estou deixando meu aluno livre demais! Talvez, como todo mundo disse, deixar claros os objetivos antes da execução ajude.

Obrigado pelo compartilhamento pessoal


#13

Trabalhar com projetos é sempre um desafio, acho que o papel do professor é definir junto ao aluno as metas e objetivos do projeto, durante o desenvolvimento do projeto orientar mostrando alguns caminhos para o desenvolvimento e conclusão. O cuidado que o professor deve ter é de não tolher a criatividade e iniciativa do aluno e aproveitar ao máximo os conhecimentos prévios do aluno fazendo links com os novos conhecimentos adquiridos.


#14

O que observo é que, dependendo do grupo, eles querem que você dê realmente o resultado.
Os adolescentes são paradoxais: querem escolher o que fazem, mas quando damos um desafio, muitos deles querem que você direcione a solução.


#15

O Scratch é uma das ferramentas que utilizo na minha atividade profissional com crianças do ensino fundamental. Uma das coisas que mais me atrapalhava no Scratch era a falta de controle para acessar as contas que os alunos criavam, pois as crianças menores frequentemente esqueciam o nome de usuário e a senha para continuar o projeto iniciado em aula anterior. Isso foi resolvido com a criação de contas com perfil de professor.
Uma das coisas que conheci a pouco tempo atrás e considero uma grande solução para colaborar com minhas práticas é a possibilidade de criar micromundos.


#16

Sim, com certeza. O desafio é manter o grupo motivado até o final, muitos se dispersam ao aparecimento de desafios.


#17

O grande desafio quando estamos orientando projetos é não interferir demasiadamente, atrapalhando o processo criativo e o fluxo do pensamento da pessoa. A tendência é querer intervir diretamente, principalmente na escola, quando se tem prazos e mais prazos…


#18

No dia a dia no Fab Lab Público, onde sou técnico de laboratório, me deparo com projetos diversos e com eles os seus autores. E assim como já foi dito abaixo, as dificuldades são clarezas nos objetivos e o pensar da construção. Pois muta das vezes a pessoa tem já a ideia montada mas quando é vamos passar para o papel a mesma é perdida, por falta de informação ou detalhes como o básico de qual o tamanho disto? o material será o adequado ? Então vamos da ideia que já estava montada ao principio de pesquisa. Acho que todo projeto antes deve partir disto, pois mesmo que a solução não exista, pesquisando poderá nos ajudar a imaginar novos modos de realizar.


#19

Conheci o Scratch em julho desse ano e estou trabalhando com esse importante e criativo programa com meus alunos do Ensino Fundamental e também do Ensino Médio. Temos criado jogos e preparado os alunos para o Scratch para Arduíno. Junto com tudo isso, também estamos fazendo a criação de artefatos com materiais recicláveis. É um começo, mas a empolgação está grande!


#20

Sim, já ajudei outras pessoas a desenvolver projetos, basicamente TCCs na faculdade na área de tecnologia da informação. Há alguns grandes desafios com os quais sempre me deparei: se o aluno ou a equipe é esforçada e tem uma boa idéia para desenvolver, muitas vezes o problema reside na deficiência desses alunos no desenvolvimento do projeto, em geral por limitações no conhecimento das ferramentas que querem utilizar, ou por limitações teóricas as mais diversas sobre o tema abordado. Ou no caso em que os alunos pensam em fazer o TCC apenas para passar de ano, o desafio é conseguir conscientizá-los sobre a importância de desenvolver algo que possa ser aproveitado por eles mesmos no futuro, ou incentivá-los a desenvolver algo minimamente apresentável.

Procuro deixar os alunos à vontade para explorarem suas idéias, mas busco auxiliá-los na fase de projeto sem meter muito a minha colher no caldo deles, o que nem sempre é fácil. Às vezes vejo que a coisa não anda mais por dificuldades que por desinteresse ou preguiça, e nesses casos procuro estimulá-los dando algumas dicas ou apontando para algumas soluções. Infelizmente, é bem raro encontrar equipes de TCC que têm autonomia suficiente para caminhar sozinhos, onde atuamos apenas pontualmente. Quase sempre acabo sendo o “12o. jogador em campo” atuando como zagueiro, meio-campista, atacante e principalmente goleiro…

Minhas dúvidas quanto à abordagem da aprendizagem baseada em projetos é: em que medida a espiral de aprendizagem criativa (imaginar, criar, brincar, compartilhar, refletir, imaginar…) pode favorecer um ambiente propício para uma aprendizagem imersiva, e mais que isso, que permita que a multidisciplinaridade funcione como um todo coeso e não como um conjunto de disciplinas estanques umas das outras, ainda que cada uma possa, à sua maneira, oferecer um aprendizado criativo?