LCL

[Semana 1 Atividade] Objetos da infância


#1

Bem-vindo à nossa primeira atividade!

Nesta semana, gostaríamos de convidá-lo a compartilhar um objeto da sua infância com o resto da comunidade.

Leia o texto de Seymour Papert entitulado As Engrenagens de Minha Infância [Gears of My Childhood] e reflita sobre um objeto da sua infância que tenha lhe interessado ou influenciado.

Responda a esta mensagem para compartilhar uma foto e uma breve descrição do seu objeto de infância. O que ele tinha de especial? Como ele afetou a forma como você pensa e aprende?

Gostaríamos muito ler sobre os seus objetos de infância!

Equipe LCL


[Week 1 Activity] Childhood objects
Objeto de minha infância
#2

Quando eu tinha entre 6 - 8 anos, estudava em período integral em uma escola pública. E como ficávamos o dia todo na escola, nem todas as aulas eram maçantes e teóricas. Em algumas aulas nós tivemos a chance de escolher atividades de nosso próprio gosto, desde leitura em diversos livros, pinturas em pano de prato, jogos educativos e esportivos, crochês com as meninas da sala, etc. Mas um dos que mais me marcou e que lembro até hoje como adorava brincar, foi o famoso material dourado, que nos dias de hoje nem sei se está em uso nas escolas. Não lembro ao certo como funcionava o jogo, sei que era muuuuuito divertido, e que perdíamos horas jogando. Um jogo educativo, matemático mas que prendia muitas crianças. E o legal, era que não era um jogo como os demais, era simples, feito de madeira, que não precisava de muito para entreter.
Então, da minha própria iniciativa, decidi aprender matemática brincando, tanto que hoje curso Química, que está na área de Ciências Exatas e Naturais.
Acredito que incentiva as crianças a verem a matemática não como um bicho de sete cabeças, ensina brincando e chamando a atenção dos alunos para querer aprender mais!
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#3

eu sempre gostei de desenhar… copiar gibis, fotografias, personagens…meu maior problema era trabalhar em outras escalas…até eu conhecer o pantógrafo!!! Me encantei com a possibilidade de poder trabalhar nos meus desenhos e automaticamente, ir saindo do outro lado… foi uma grande descoberta!
Tenho ele até hoje - uma relíquia!..mas faz muito tempo que não o utilizo!

beth

pantógrafo


#4

Minha primeira infância foi marcada por este objeto que pertenceu a meu avô.732711-MLB20618088569_032016-C

Está camera foi um dos objetos que utilizei como brinquedo. Ensinou-me o conceito de interagir com o mundo por meio da mediação de um objeto.

Aprendi a ver o mundo por meio de uma lente e a observar as imensas possibilidades bem como compreender as limitações de um ângulo de visão.

Até hoje a fotografia e as imagens fazem parte de minha trajetória de vida em suas múltiplas implicações.

Ótima Jornada Criativa a tod*s


#5

Gostava muito de jogos de tabuleiro tais como dama , trilha, jogo da velha, dominó e ludo. O que me ajudou muito no raciocínio lógico, contagem , etc


#6

A primeira coisa que veio em mente foi a escada portátil de ferro de 5 degraus, pesada, amarelada, meio bamba, meio enferrujada, as dobradiças meio emperradas…era onde eu brincava de casinha. Abria a escada no corredor de casa, e em cada degrau, montava um cômodo: a sala, a cozinha, o quarto, o banheiro, o jardim…e com as bonecas, subia e descia aqueles degraus. Ficava a tarde toda entretida naquela escada. Hoje, é a lembrança que me traz conforto no coração, e quando brinco com as minhas filhas, procuro transmitir esse espírito.


#7

Em minha infância, meus pais e meus 5 irmãos morávamos num casarão de 27 cômodos. Das 3 salas minha mãe liberou uma em que havia uma mesa de madeira de 20 lugares para meu irmão, 7 anos mais velho, na época ele 15 e eu 8, montar uma engenhoca… tubos de conexão, com dobradiças, que faziam túneis e caminhos que davam em uma roleta. As moedas eram uma semente pretinha e bem redondinha, maciça, que dava numa árvore em frente em casa.


#8

Eu e minhas irmãs (4) quando criança criávamos nossos objetos de brincadeira. Moramos no interior da Bahia, na roça mesmo, e meus pais não tinha condições de comprar brinquedo pra todo mundo, então criamos nossos brinquedos e brincadeiras com histórias mirabolantes e divertidas entre as comadres. Geralmente havia duas ou tês comadres e suas filhas e sempre tinha um bebê que era confeccionado por nós mesmas. Os nomes das comadres eram variados mas tinha um que não podia faltar, Nedina. Sempre tinha briga, por todas queriam ser a comadre Nedina. Usamos a criatividade e imaginação e isso foi bacana por que nos divertíamos bastante e não foi preciso de brinquedos novos ou caros, mas apenas brinquedos inventados nas mãos de crianças com imaginação.


#9

Na minha infância eu achava interessante o relógio de parede sonoro que tocava na hora exata do dia. Eu ficava imaginando como este relógio poderia compreender o momento exato para despertar o som. Achava a máquina super inteligente. E com os anos, vamos nos reconstruindo e transformando os processos de cognição, percebendo que a máquina (relógio) é uma construção da inteligência humana que programou um acionador para ser despertado nos horários que ele mesmo determinou.
A nossa aprendizagem é um processo de construção, o aprender acontecer em forma de circulo, contínuo.


#10

Quando tinha 8 anos ganhei minha primeira bicicleta, ela era vermelha e tive que usar rodinhas até ter equilíbrio para andar sem elas, não gostava nadinha das rodinhas.
Meu pai nos ensinou arrumar o pneu com michelin, tirávamos a roda com chaves de boca e usávamos duas colheres para soltar a câmara do pneu. Quando furava o pneu de trás eu e meu irmão trabalhávamos juntos porque era mais complicado por causa da corrente.

Infância muito boa! Brincava na rua com os amigos sem nenhuma preocupação

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#11

Boa tarde!

O objeto de sempre me chamou mais a atenção, que sempre foi o meu desejo, era o lápis de cor. Com ele eu poderia criar/pintar.
Como na minha infância lápis de cor era artigo de luxo, você ganhava uma caixa por ano e tinha que cuidar preciosamente dele, era sempre o meu presente de aniversário!
Com ele eu aprendi a ser zelosa, responsável, ser extremamente exigente com a perfeição e ser demasiado organizada!


#12

Também tive uma dessas com esta idade!!!


#13

Com relação à aprendizagem, não tenho grandes recordações de minha infância. Lembro que não tínhamos televisão, então eu costumava não ter um bom desempenho em disciplinas humanas e da natureza, restando-me a gramática e álgebra que podia dominar apenas com os ensinamentos da escola, já que era muito esforçada. Lembro que tinha bonecas, mas não apreciava muito brincar com elas. Os brinquedos que eu gostava eram bem simples, geralmente algo que eu mesma montava utilizando caixinhas, potinhos, entre outros utensilios. Tavez tenham me ajudado em noções de espaço e identificação de figuras geométricas. Mas o que gostava bastante, e até hoje gosto, eram criptogramas que geralmente vinham em revistinhas infantis. Acredito que minha facilidade com equações/associações deve-se ao fato de ter brincado muito com isso. Abaixo deixo um exemplo do meu jogo favorito, o criptograma.
Criptograma


#14

Duas coisas foram muito marcantes em minha infância.
Primeira, foram as Caixas de Papelão

Com uma caixa de papelão, tesoura e cola, eu e meus irmãos fazíamos qualquer coisa.


Outra coisa, muito importante que ocorreu quando eu já trabalhava, aos 14 anos, foi um jogo para computadores (DOS), chamado TIM - The Incredible Machine.
Ele era um jogo baseado na Máquina de Rube Goldberg (Rube Goldberg machine).
Esse foi o divisor de águas para meu interesse em informática, eletrônica, bem como criações tecnológicas.


#15

Eu passei minha infância, até os 7 anos, morando em sítios. Meu pai tinha uma pequena marcenaria. Me lembro que as ferramentas ficavam em um grande armário, sobre seus desenhos pintados no fundo desse armário e com pregos que seguravam cada ferramenta em seu lugar. Quando eu abria a porta desse armário, ficava fácil utilizar as ferramentas do meu pai e ver qual não estava no seu lugar. Eu fazia brinquedos de madeira e me divertia muito fazendo esses brinquedos. Então, as ferramentas eram meus objetos preferidos.
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#16

O papel e o lápis foram companheiras fieis na minha infância.


#17

É interessante perceber as relações que Papert fez das engrenagens com os conteúdos e situações no decorrer da infância.
Na minha infância o meu objeto de encanto eram as canetas e canetinhas. Meus olhos brilhavam com cada novidade que chegava e tê-las era motivo para me deleitar em criações de histórias mirabolantes e inventivas. Perdi as contas de quantos contos, histórias e pequenos livros escrevi em papéis perdidos e finais de cadernos, quando a aula não interessava.
Engraçado, pois lendo o texto de Papert percebi o quanto me interessava pelas histórias na escola (história em livros, literatura, história mesmo, história das ciências, da matemática) por diversas vezes passei a compreender uma fórmula ao conhecer seu contexto histórico. Que legal!!!
Hoje troquei as canetas pelo computador, mas ainda me pego criando história, principalmente para facilitar a aprendizagem dos meus alunos.


#18

Oi Daiana
Então você já era do movimento maker, juntando caixas e criando coisas novas?


#19

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Eu nasci em 1949, em função da época os objetos eram confeccionados por nós. Acredito que as habilidades manuais, dos velhos do meu tempo, e o gosto pelo brincar nos acompanham. Adoro construir coisas.


#20

Quando tinha entre 8- 13 anos, além de brincar de boneca, taco, mercado, bicicleta, pular barreira de almofadas no corredor, costureira, bola, balão, todos estes com ou sem meus irmãos, costumava sentar no chão da varanda e com lápis de cor e giz de cera, tentava copiar a paisagem que estava ao meu redor. Os detalhes de sombra e luz, a mistura das cores, porém meus desenhos não apresentavam grandes evoluções das técnicas abordadas.