LCL

|Reflexão 3| Design para paredes largas


#1

No vídeo e leituras da semana, o Mitch apresenta a ideia de “paredes largas”: desenhando experiências de aprendizagem onde pessoas podem criar uma variedade de diferentes projetos em diversas maneiras, baseadas em seus interesses e estilos.

Como as paredes largas se parecem em sua prática? Quais escolhas de design ou estratégias de facilitação que você já utiliza, ou planeja utilizar, para ampliar as paredes?


#2

As “paredes largas” com o meu grupo de alunos eu aplico na prática quando eles decidem o tema de seu projeto. Percebo que alguns gostam de fazer uns desafios, difíceis até para mim resolvê-los, outros já preferem fazer algo mais infantil e já outro grupo prefere trabalhar com o arduino ou similar. Deixo eles bem a vontade para escolher os seus caminhos.


#3

A minha experiência de aprendizagem com a ideia “paredes largas”, ocorre no desenvolvimento de projetos quando do oportunidade aos alunos escolherem qual ferramenta eles querem usar para apresentar o produto final do projeto, por exemplo, se é a elaboração de um vídeo, uma apresentação no Power Point ou uma animação no Scratch, essa estratégia enriquece os projetos pois temos uma diversidade e um olhar diferenciado com relação ao tema proposto.

abraços,
Cristina


#4

Eu acredito que as paredes largas é o fato de não limitarmos, não fecharmos a criatividade dos alunos naqueles parâmetros tradicionais, se um grupo de alunos tiver uma ideia mais ousada, compra-se a ideia e se investe nela pra ver até onde eles chegam. Essa autonomia é tão importante quanto a nossa delimitação.


#5

Nossa! Adorei o texto!!! Que delícia ouvir falar sobre paixão e sobre como trabalhar, movidos pela paixão. Ainda dentro do texto, Mitchel nos apresenta o conceito de Paredes Largas. Bem! Trabalho com um projeto de robótica educativa com meus alunos e confesso que sempre desenvolvemos uma aula tradicional, apresentando os recurso e depois cada um segue o roteiro do dia. Não utilizo as paredes largas em minha prática, mas não por não querer, mas sim, por não me sentir segura para tal. Por isto, vim em busca deste curso, pois não me sinto feliz com as aulas. Portanto, como estratégia para mudar este quadro, pretendo buscar mais materiais para o projeto, de modo que eu possa, ao final da apresentação dos conceitos básicos, incentivar os estudantes para criarem a partir de seus interesse. Preciso, também, entender que aquilo que eu não sei, eu poderei, juntamente com os meus estudantes, buscar as respostas em diversos lugares, como internet ou outros colegas da área.


#6

Concordo!


#7

Dar a todos oportunidade de começar de modo fácil e básico para não desencorajar os alunos com mais limitações e dando tetos altos para não desmotivar aqueles que progridem mais. Nas minhas aulas isso é prática comum, mesmo porque a escola pública em Portugal é inclusiva. As “paredes largas” complementam porque permitem dar aos alunos uma ampla variedade de caminhos possíveis. para alcançarem os seus objetivos. Eu concordo com este item mas é o mais difícil de implementar. As escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico no meu pais não estão muitas vezes apetrechadas com recursos suficientes em determinadas áreas. Nem sempre só a boa vontade dos professores chega.


#8

As paredes largas para minhas aulas com STEAM acontecem quando os alunos apresentam suas maneiras ‘próprias’ de resolverem seus problemas e sempre eles querem uma conexão com o tema de sala de aula. Os meios variam de sucata até peças impressas em 3D , videos, storyboard, conexões com micro:bit entre tantas alternativas que levam a nossa percepção que realmente são amplas as possibilidades para tantas paixões motivadoras diferentes deles.


#9

Vejo essa ideia sendo executada quase que semanalmente, quando pedimos para os estudantes tentarem resolver problemas do projeto (desenvolvido no scrath) de forma autônoma. O mais bacana disso é observar a multiplicidade de soluções que são criadas pela exploração e troca de ideias.


#10

Fiquei pensando sobre a tradução de “wide walls” por “paredes largas”. Será que o termo pode ser interpretado como a largura da parede, (o que seria em ingles, “thick walls”) e não o espaço entre elas?
Que tal "paredes amplas”?


#11

Acredito que salas abertas, ou salas sem paredes teria uma semântica melhor.


#12

Uma das maneiras que encontrei de expandir o momento de interação com os alunos e propiciar prazer na busca e aquisição de conhecimento, foi através de um dispositivo feito em colaboração com os alunos que chamamos de CEMENTE. é uma geladeira velha resinificada para armazenar os materiais da oficina, ela tem um tranca eletrônica acionada com cartões RFID que são entregues aos alunos que podem em momentos fora classe, guardar ou pegar estes materiais. Com isso os alunos podem desenvolver projetos pessoais, fazer ou refazer práticas dadas em sala, que por alguma limitação não deu o tempo ou acesso necessário para ele aprender integralmente o conteúdo, formar grupos de estudos entre outros motivos mais sociais rsrs.
Esta é uma das fotos de grupos das turmas que estão testando alguma ideia que tiveram durante as aulas.


#13

Eu gosto desta discussão que iniciamos no unhangout, Ann. Concordo que paredes “amplas” seria uma melhor tradução para a proposta original. Piso baixo, teto alto e paredes amplas.


#14

Boa tarde

Na minha prática uso muito pouco a ideia das “paredes largas”, pois como outros integrantes do curso já disseram, muitas vezes nos sentimos um pouco inseguros para tal. Com o tempo, estudando, pretendo desenvolver projetos diferentes com os alunos, a partir de seus interesses a fim de facilitar a aprendizagem e promover a paixão por estudar.


#15

Nunca tinha pensado sistematicamente sobre essa analogia das paredes largas. Quando desenvolvi o projeto extracurricular de iniciação científica júnior com alunos do 9º ano em uma escola particular, não tinha pensado nas paredes largas como parâmetro. Porém, o fato de ter focado em incentivar a paixão dos alunos no desenvolvimento de projetos de pesquisa, fez com que uma diversidade de temas fossem explorados. O projeto que quero desenvolver atualmente é inspirado nessa experiência e, a partir de agora, terei essa ideia das paredes largas como um dos norteadores e parâmetros de avaliação dos meus projetos.


#16

Que legal! Parabéns!!


#17

Também sinto dificuldade. Agora me sinto encorajada a incentivar a criatividade e os diversos talentos. Dar autonomia aos jovens alunos no desenvolvimento de seus projetos é uma meta para a minha prática pedagógica.